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Ensinando a trabalhar

03/04/2018 às 16:27

A coluna aposta em tudo que Tânia Machado faz, não só porque acompanha sua carreira, mas porque sabe que foi ela quem colocou o artesanato como fonte de renda legal não só do interior mineiro como também em outros estados.

As feiras que ela promove recebem artesãos de todo o país, que vendem seus produtos e ficam com uma boa renda para sobreviver. Ela tornou digno, profissional o trabalho e a criatividade de muita gente, muito antes que o governo pensasse no problema. Quem não se lembra da feira que promoveu em Nova York e que foi o maior sucesso? O Centro Cape que ela dirige ampliou o Centro de Artesanato que Coracy Pinheiro criou quando foi primeira-dama do estado, no Palácio das Artes, primeiro passo para distinguir e respeitar a criação natural de artistas anônimos. A Feira Nacional de Artesanato deste ano tem data marcada: será de 4 a 9 de dezembro, vai homenagear 37 artesãos, já tem 1.100 estandes ocupados e contará com a participação de 5 mil artesãos mineiros e de outras cidades brasileiras. Essa é a 29ª edição da feira, que, como habitualmente, será realizada no Expominas.

As vendas são bem significativas e tudo isso é exemplo do trabalho de Tânia Machado. Como ela não pode ficar parada, acaba de criar no Cape (Rua Grão Mogol, 662, Carmo) um programa que batizou de Aqui. Tudo para ajudar pessoas que querem, precisam ou desejam aprender a costurar. Estão à disposição dos interessados máquinas de costura diversas (reta, overlock, zigue-zague, galoneira), equipamentos para o trabalho, como mesas, fita métrica, tesouras, alfinetes, giz e... até costureira. Quem procurar o espaço pode fazer seus próprios consertos, trabalhos artesanais, criar suas próprias roupas e aprender a costurar. Há uma cobrança simbólica, por ½ hora de ocupação, uma hora ou o dia. Importante: como a principal oferta é a de aprendizado, quem usar não precisa saber costurar, investir em máquinas caras sem saber se vai dar certo ou até consertar sua própria roupa e se não quiser há quem faça. Além disso, há uma programação paralela com palestras, oficinas com designers, estilistas etc.

Outro lance importante é que quem quiser entrar no ramo pode levar um corte de tecido e sair de lá com uma calça, blusa ou saia prontinha para ser usada. O Aqui funcionará de segunda a sexta-feira, das 9h às NOTÍCIAS | ESPORTES | ENTRETENIMENTO | VEÍCULOS | IMÓVEIS | SAÚDE PLENA | TV ALTEROSA | PROMOÇÕES 17h30. A criação do Aqui significa a abertura de uma nova possibilidade de criação de mão de obra para quem está procurando uma ocupação. E um dos setores que mais têm serviço nesta cidade é sem dúvida o de pequenos consertos, que não é toda mulher que sabe fazer. Como dar uma bainha, apertar ou alargar uma peça de vestuário e até, acreditem, mudar um zíper ou colchete